A regulamentação de criptomoedas foi o tema principal durante um painel organizado pela Associação de Especialistas em Crimes Financeiros Certificados.


A diretora de compliance de “Paxful”, Lana Schwartzmann, criou o Bitcoin Hack no Twitter para demonstrar as vantagens da adoção de criptomoedas em um mundo fiduciário tradicional.

O hack do Twitter, que ganhou as manchetes e chamou muita atenção da mídia nas últimas semanas, girou em torno da narrativa de três homens que ultrapassaram a rede da mídia social e realizaram uma farsa no Bitcoin. Como resultado do massivo ataque de hackers, as plataformas sociais de celebridades famosas, políticos e figuras influentes da tecnologia foram comprometidas. O assalto ao Bitcoin gerou mais de US$ 100.000 em Bitcoin para os hackers.


As autoridades conseguiram identificar recentemente o ‘mentor’ por trás do “hackeamento” do Twitter, que não era outro senão um americano de 17 anos, que contratou outros dois cúmplices para realizar seu esquema.


A executiva da Paxful, Schwartzmann, abordou o hack do Twitter e afirmou que, com o decreto tradicional, o problema não teria sido resolvido e rastreado tão rapidamente. O hack do Twitter aconteceu no início do mês passado e o processo de investigação e rastreamento dos culpados já foi realizado pela polícia dos EUA.


Além de Schwartzmann, estava presente Jeff Horowitz, chefe de compliance da Coinbase, que disse, em relação ao hackeamento do Twitter: “A história mudou rapidamente para ‘como a parceria da criptografia com a aplicação da lei, ajuda a rastrear esse problema?’”


Os golpes com bitcoins não são incomuns, dada sua crescente capitalização de mercado. No mês passado, as autoridades chinesas rastrearam um esquema on-line de pirâmide de bitcoin, que gerou quase 40 bilhões de yuans chineses.


Com o aumento da fraude cibernética, as autoridades são pressionadas a definir políticas regulatórias que giram em torno do setor de criptografia. Para muitos investidores no campo, uma boa infraestrutura de blockchain é considerada crucial, pois dólares e moedas digitais dependem do ecossistema blockchain.


Portanto, para que os benefícios da tecnologia blockchain sejam obtidos globalmente, uma política de blockchain precisa ser desenvolvida e aplicada em nível internacional.


No entanto, a Securities Exchange and Commission (SEC) por muitas vezes manteve a linha de reprimir, com toda a força, a indústria de criptografia com pesadas sanções punitivas. Por conta disso, em junho de 2020, a Suprema Corte dos EUA alterou o poder punitivo que a SEC estava autorizada a executar, e decretou que a SEC não tinha permissão para impor sanções que excedessem a quantidade de lucro gerado por atividades ilícitas.


Os EUA também têm se esforçado para criar uma política de blockchain aplicável e consistente, para ficar à frente de outros países no setor de criptografia, que segue em rápida e constante mudança.

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